quinta-feira, 17 de março de 2011

FGTS - Certificação Digital p/ 2012

Fenacon mostra preocupação com envio de GFIP

 
 

O presidente da Fenacon, Valdir Pietrobon, esteve reunido na manhã de ontem (16) com consultores e técnicos da Caixa Econômica Federal para discutir a forma de envio da GFIP via novo sistema Conectividade Social, que alimenta os sistemas do FGTS e do INSS, com a utilização de Certificação Digital.

Atualmente o envio desse documento é realizado por meio de certificado específico da CEF, mas a partir de 01 de janeiro de 2012 deverá ser feito via Certificado Digital, padrão ICP Brasil utilizando os modelos A1 ou A3.

Com relação a esse prazo, Pietrobon mostrou grande preocupação uma vez que o considera muito curto para emitir um universo significativo de Certificados para as empresas.

Em resposta a essa preocupação, ele foi informado que o sistema estará em constante avaliação e monitoramento, permitindo ajustes de datas e prazos, se necessário.

 

Site da Caixa Econômica Federal

Outro assunto abordado durante a reunião foi a dificuldade de acesso ao site da CEF e também nas transações on line em que não é possível concluir a operação junto ao FGTS quando conectado. Os consultores e técnicos da Caixa Econômica Federal presentes informaram estar cientes do problema operacional e se comprometeram solucionar o entrave o mais rápido possível.

Fonte: Sistema Fenacon - http://4mail.com.br/Artigo/ViewFenacon/005649023827036

quarta-feira, 16 de março de 2011

MP do Sigilo Fiscal perde eficácia

Prezados,
 
Comunicamos nossos associados e filiados que o Senado Federal apresentou emenda ao Projeto de Lei de Conversão nº 4, advindo da MP 507 (Sigilo Fiscal), forçando seu retorno à Câmara dos Deputados e a consequente perda de eficácia da MP.
 
Sendo assim, a partir de hoje, 16 de março, os termos da MP do Sigilo Fiscal não produzem mais efeitos, reafirmando a extinção da exigência de procuração por instrumento público para atos perante a Receita Federal do Brasil em nome de terceiros. 
 
Desde a edição da MP 507, em outubro do ano passado, o SESCON-SP vinha lutando contra a burocratização e encarecimento dos processos junto a RFB, e foi a primeira entidade sindical do Brasil a entrar na justiça e obter liminar favorável eliminando a obrigatoriedade para as empresas associadas. Essa conquista do Sindicato juntamente com as de outras instituições, certamente também contribuiu para a decisão política de ontem.
 
Aproveitamos a oportunidade para agradecer mais uma vez a parceria do deputado federal Arnaldo Faria de Sá, que levantou essa bandeira no Congresso Nacional e nos comunicou ontem, logo após a apreciação da MP no Senado, sobre a conquista.
 
Diante disso, comemoramos mais esta vitória em defesa dos interesses de nossos associados e de toda a classe contábil e continuaremos acompanhando de perto a tramitação do Projeto de Lei sugerido ontem, com o intuito de mais uma vez defender os direitos do segmento produtivo e dos contribuintes brasileiros.

Atenciosamente,
José Maria Chapina AlcazarPresidente do SESCON-SP e da AESCON-SP
 
FONTE: SESCON/SP

segunda-feira, 14 de março de 2011

ICMS - TRIBUTAÇÃO DE 400 MIL ITENS PODE CAIR PARA 10

Brasília - Os governos estaduais podem deslocar a tributação de 400 mil itens para concentrar em apenas 10 produtos. Isso vai aumentar a arrecadação tributária, a competitividade das empresas e a isenção da maioria dos produtos consumidos pela população brasileira. A fórmula consta de uma proposta de emenda constitucional em tramitação no Congresso e pode virar realidade no Estado do Pará, com a nomeação do autor da proposta, o deputado federal Luiz Carlos Hauly (PSDB-PR), ao cargo de secretário da Fazenda."Diminuiria bastante a forma predatória com que é utilizado o ICMS [Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços], no qual se concede uma série de privilégios e benefícios para algumas empresas e nada para o conjunto das outras", afirmou Hauly, considerado um dos mais influentes congressistas, de acordo com o Diap (Departamento Intersindical de Assessoria Parlamentar), e reconhecido especialista em matéria tributária.

Confira a entrevista exclusiva ao DCI.

Quais os itens mais relevantes para que haja essa seletividade e concentração da cobrança do ICMS?

Energia elétrica, combustível e comunicação representam 50% da arrecadação do Estado do paraná. Cigarros, bebidas, veículos, eletroeletrônicos, eletrodomésticos, pneus e autopeças representam cerca de 25% da arrecadação. Aí nesses itens, você já tem uma seletividade natural em que ela vem com o processo que foi implantado no Brasil desde 1966 com a criação do ICM e acentuado com a inclusão da energia, combustíveis, comunicação, transporte, minerais, pela Constituição de 1988.

Os outros itens ficariam isentos?

Sim, seriam isentados de ICMS. A carga seria realocada.

Isso está sendo feito desde a administração passada no paraná?

A questão é ajustar mais um pouco para calibrar a arrecadação nesses itens, que são os principais da arrecadação dos estados brasileiros. E aí partir para uma nova etapa. Eu não posso fazer nada agora, não posso mudar nada, só no próximo ano. Estou falando que as minhas teses de seletividade defendidas no Congresso ficaram mais próximas com a substituição tributária. Pode tributar somente esses itens que foram selecionados, calibrar na tributação deles e substituir todos os 400 mil itens da economia. Assim, nenhuma outra empresa, nem micro, nem pequena, nem média, nem grande, pagaria mais ICMS.

E isso não entra em conflito com a proposta da Frente Parlamentar das Micro e Pequenas Empresas no sentido que a substituição tributária não atinja o segmento?

Aí é outro capítulo. Realmente, entre as propostas de alteração da legislação que fiz em 2006 e as subsequentes há preocupação em resolver o problema da substituição tributária nas micro e pequenas empresas. Estamos falando de duas coisas. Uma é estruturante para frente. A outra é formuladora para o problema atual que nós temos em decorrência da forma acentuada que foi intensificada no Brasil inteiro a cobrança da substituição tributária nos últimos quatro anos.

A proposta tributária em curso no paraná recupera esses benefícios que as micro e pequenas empresas perderam por causa da substituição tributária?

O paraná tem isenção para micro e pequena empresa com faturamento de até R$ 360 mil por ano. Daí até $ 2,4 milhões, têm benefícios bem maiores do que os outros estados. Então o paraná já tem uma legislação para micro e pequena empresa que é modelar para o País. Mas estamos falando sobre grandes mudanças do ICMS a partir do movimento interno que nós queremos levar junto com outros secretários de Fazenda de todo o País.

Isso é um caminho para a reforma tributária?

Podemos fazer a discussão da reforma tributária no Congresso em relação aos recursos federais, mas também, com os secretários de Fazenda e os governadores, encontrar nosso próprio caminho.

Como está a aliança que o sr. está fazendo com estados vizinhos para combater a sonegação do ICMS?

Criamos um Fórum na semana passada [no início de março], com os secretários da Fazenda do Sul e do Sudeste. Tem uma expectativa muito grande em relação a esse fórum, inclusive para combatermos a fraude, a sonegação, todas as formas de manipulação contra o ICMS no Brasil.

O sr. já falou que a arrecadação do ICMS no paraná não acompanha o crescimento do estado. É por causa da sonegação?

Não sabemos ainda. Estamos fazendo estudos para saber se é a sonegação, a guerra fiscal, a proibição constitucional porque a Constituição de 88 criou duas exceções ao ICMS de origem - energia elétrica e petróleo. E o paraná perde R$ 1 bilhão por ano, não arrecadando o ICMS da energia que sai do paraná para os outros estados. Também temos perdas expressivas dos produtos que saem in natura, semielaborados, os grãos, etc, por causa da Lei Kandir e cujas perdas o governo federal não tem ressarcido. Temos perdas também pela guerra fiscal.

O sr. consideraria um contrassenso o governo anunciar um corte de R$ 50 bilhões e, ao mesmo tempo, programar a criação de mais um ministério - o 38º, que vai ser o Ministério da Micro e Pequena Empresa?

No meu entendimento e da Frente Parlamentar das Micro e Pequenas Empresas, a criação desse ministério seria um desmembramento do Ministério de Desenvolvimento, indústria e Comércio Exterior (Mdic). Deve ser criado para dar status a um setor que representa 99% das empresas no Brasil. Isso pode ser feito sem aumento de despesas, dividindo pessoal e apenas constituindo um ministro da Micro e Pequena Empresa. Não vejo isso como contrassenso. Agora, criar um ministério 0 km, criar novas despesas, cargos em comissão, aí sim será um contrassenso. Ou pode-se transformar o Mdic no novo ministério.

Nessa conjuntura de cortes do governo federal, há espaços para aumentar, de R$ 2,4 bilhões para R$ 3,6 bilhões, o teto de enquadramento do Super Simples, os segmentos que podem optar por esse regime tributário reduzido?

Ao governo cabe fazer opção. A nossa opção sempre foi pela micro e pequena empresas, pelas cooperativas, que são as que geram mais emprego. 70% dos empregos vêm delas. Desde o Plano Real [criado em 1994], não houve um ano em que a arrecadação federal não tenha superado o anterior e inclusive o crescimento do PIB [Produto Interno Bruto]. Da Constituição de 1988 pra cá, a arrecadação saltou de 22,4% para mais de 35% do PIB. Portanto, há espaço muito grande hoje para apoiar a micro e pequena empresa e a listas das atividades para serem incluídas no Super Simples.

Há espaços para o ressurgimento da CPMF?

Se o governo utilizar essa ferramenta de cobrança das movimentações financeiras para substituir inteiramente as contribuições previdenciárias patronais, calibrando as alíquotas, vai ser uma revolução na tributação brasileira.

É verdade que o sr. deu um ultimato à multinacional de alimentos Bunge para fazer os investimentos no estado que se comprometeu a fazer em troca de subsídios fiscais?

Foi uma mentira muito grave. Nós entendemos os problemas das empresas, tendo em vista a conjuntura da agricultura, que tem sofrido demais, por conta do deplorável câmbio que o Brasil tem, com um dólar dos mais baixos do mundo, trazendo prejuízos para economias como a do paraná e de estados produtores e agroindustriais do País. Isso prejudica também as empresas exportadoras do setor.

 
 

Publicado Comunicado Técnico sobre Parecer de Auditor

O Ibracon – Instituto dos Auditores Independentes do Brasil publicou hoje, 11 de março, o Comunicado Técnico (CT) número 6, tratando sobre a Emissão do Relatório (Parecer) do Auditor Independente sobre as demonstrações financeiras de pequenas e médias empresas referentes aos exercícios que se findam em, ou a partir de, 31 de dezembro de 2010.

Em 10 de dezembro de 2009, o Conselho Federal de Contabilidade (CFC), por meio da Resolução CFC nº 1.255/09, aprovou a NBC T 19.41 – Contabilidade para Pequenas e Médias Empresas. Em 9 de dezembro de 2010, o CFC, por meio da Resolução CFC nº 1.319/10, facultou, para o exercício de 2010, a elaboração e a divulgação de ajustes retrospectivos das demonstrações financeiras de exercícios anteriores para fins de comparação com as demonstrações financeiras do exercício de 2010, na forma prevista no item 3.14 da NBC T 19.41, mantendo-se a obrigatoriedade da divulgação comparada com os valores das demonstrações contábeis do exercício de 2009.

A Resolução CFC nº 1.319/10 teve como principal objetivo flexibilizar a aplicação da NBC T 19.41 neste primeiro ano de implementação, tornando facultativa a elaboração e divulgação dos ajustes retrospectivos nas informações comparativas (2009) que serão apresentadas em conjunto com as demonstrações financeiras de 2010 como valores correspondentes ao exercício anterior; portanto, pode ser entendido que a adoção dessa faculdade implica na permissão de se adotar como data de transição o inicio do exercício de 2010 e não o início do exercício mais antigo apresentado (2009, uma vez que no Brasil, normalmente, a comparação abrange os valores correspondentes apenas do exercício anterior).

Dessa forma, o CT 6 orienta sobre a Emissão do Relatório (Parecer) do Auditor Independente sobre as demonstrações financeiras de pequenas e médias empresas referentes aos exercícios que se findam em, ou a partir de, 31 de dezembro de 2010.

PIB cresceu 1,4% em 2010

2011-03-11
 
O Produto Interno Bruto aumentou 1,4% em 2010, depois de ter decrescido -2,5% no ano anterior, segundo dados do INE. Este subida deveu-se sobretudo ao contributo da procura interna (que passou de -3,2 pontos percentuais em 2009 para 0,9 p.p. em 2010), mas também da procura externa (0,5 p.p.), reflectindo um crescimento das exportações superior ao das importações. No 4.º trimestre de 2010, o PIB aumentou 1,2% face ao período homólogo de 2009, embora tenha decrescido face ao trimestre anterior em 0,3%, devido ao impacto das medidas de consolidação orçamental necessárias para enfrentar a crise das dívidas soberanas. Neste 4.º trimestre, o contributo da procura externa manteve-se positivo, com as exportações a cresceram 8,7% (tinham diminuído -11,6% em 2009) e as importações a crescerem apenas 5,3%.
 

Taxa Zero para a Inovação incentiva crescimento e competitividade das PMEs

2011-03-10
 
O Conselho de Ministros de 10 de Março aprovou um Decreto-Lei que cria a Taxa Zero para a Inovação, com o objectivo de reduzir os custos de contexto e encargos administrativos para as Pequenas e Médias Empresas inovadoras ou empresas de jovens empreendedores que invistam em investigação e desenvolvimento, no quadro do Simplex e da Iniciativa para a Competitividade e o Emprego. As empresas que tenham realizado despesas de investigação e desenvolvimento, mantido ou aumentado o quadro de pessoal e aumentado o volume negócio em 5% ou mais, nos três anos anteriores, ficam isentas do pagamento de taxas ou emolumentos que seriam devidos por actos praticados por serviços da Administração Central do Estado, directa e indirecta. A verificação das condições para beneficiar desta isenção é feita anualmente e anotada, de forma automática e electrónica, na certidão do registo comercial da sociedade, de acordo com a informação constante na base de dados da Informação Empresarial Simplificada (IES).
 

Jovens contadores são assediados por empresas ainda nas faculdades

 

Procura é resultado da valorização do profissional, que deixou de ser ''um guardador de livros'', para se tornar um consultor


Empresas de médio e grande porte de todo o País e multinacionais têm dado atenção especial aos graduandos do curso de Ciências Contábeis da Universidade Estadual de Londrina (UEL). O objetivo é captar estudantes com perfil e desempenho promissor. O coordenador do Trabalho de Conclusão de Curso do Departamento de Ciências Contábeis da UEL, professor Claudenir Tarifa Lembi, conta que já é comum alunos que se destacam saírem da universidade com entrevistas marcadas e até empregados por estas empresas.

''Elas realizam palestras e até cursos para os estudantes, voltados a despertar neles o interesse pelas áreas de sua demanda. Este contato permite que elas façam uma triagem do potencial dos futuros profissionais'', afirma. A captação de talentos no curso de contabilidade, analisa o professor, é resultado da valorização do profissional da contabilidade, que deixou de ser ''um guardador de livros'', para se tornar um consultor para o gerenciamento da empresa.

A explicação para esta mudança do perfil da profissão está no avanço das tecnologias, globalização da economia; na complexidade das exigências tributárias brasileiras e consequente crescimento da demanda por especialidades na área de contabilidade como auditoria, controladoria e gerenciamento. Uma pesquisa realizada por empresas 'caça talentos' , que buscam profissionais no mercado, mostra que, em 2011, 36% das empresas pretendem aumentar suas equipes de executivos. E deste total, 40% das vagas são na área de contabilidade.

O presidente do Sescap Londrina e empresário da contabilidade, Marcelo Odetto Esquiante explica que hoje toda empresa, independente do porte e setor que atua, depende de tomada de decisões complexas, acertivas e ágeis para continuar no mercado com competividade. E para isto, acrescenta ser indispensável ter na contabilidade um gerenciamento e uma equipe capaz de disponibilizar, analisar e oferecer alternativas de direcionamento do negócio.

''O contador está hoje no topo das equipes de executivos, faz parte do grupo que traça as estratégias da empresa. Dos seus conhecimentos dependem as decisões em áreas essenciais como a financeira, tributária e de controles', frisa. Esquiante diz ainda que os escritórios de contabilidade também têm buscado fortalecer suas equipes para atender à demanda. No seu escritório, por exemplo, os profissionais da equipe ou são formados ou estão concluindo o curso universitário.

A exigência do mercado não é uma novidade, mas vem se tornando cada vez mais forte nos últimos anos. Uma situação que levou à reformulação do currículo do curso de Ciências da Contabilidade da UEL. Foram incluídas disciplinas como contabilidade internacional e controladoria. Outra medida que veio fortalecer a profissão foi a volta do Exame de Suficiência, que se tornou lei no ano passado. Agora não basta passar pela faculdade. Depois de formado, para poder assinar como contador, é preciso ser aprovado no exame, à exemplo da OAB.

''Igual a outras profissões, o curso superior não é mais suficiente. O contador precisa buscar a especialização e continuar se atualizando constantemente''. Segundo o professor da UEL, Claudenir Lembi, um profissional com especialização, em início de carreira, pode entrar no mercado com um salário de R$ 2 mil. Conseguindo se destacar profissionalmente, pode chegar facilmente a salários maiores de R$ 5 mil em cargos diretivos de empresas.

Fonte: Sescap-Ldr - Sindicato das Empresas de Serviços, Contabilidade, Auditoria e Perícia de Lodrina
 

 
Fonte: Folha de Londrina – PR - www.folhaweb.com.br